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Antonio Valentin Angelillo
o artilheiro do recorde

Atacante nascido em Buenos Aires, Argentina, em 5 de Setembro do 1937.
Inicio de carreira
Inicia a jogar futebol profissional em 1952 atuando pelo Arsenal de Sarandi. Três anos mais tarde ele faz o salto de qualidade, indo jogar em um clube mais rico e famoso: o Racing Club de Avellaneda.
No 1956 passa a jogar pelo Boca Juniors, onde conclui 34 partidas marcando 16 gols, e naquele mesmo ano, fez a sua estréia na seleção argentina, no 15 de Agosto contra o Paraguai, partida terminada com a vitoria argentina por 1 a 0.
A primeira grande demonstração de seu talento ao mundo foi durante a Copa América de 1957, quando realizou 8 gols levando a Seleção argentina ao triunfo final.
Com aquela vitoria, Angelillo logo vira o jogador de maior interesse para os maiores clubes europeu, e a Inter consegue contratá-lo, no verão de 1957.
A Inter e o adeus a Argentina
A temporada de 1958/1959 foi a verdadeira obra de arte dele, onde jogou no seu Maximo nível realizando 33 gols sobre 33 partidas jogadas na Serie A, recorde que até hoje ninguém mais conseguiu superar.
Jogando no exterior, porém, Angelillo perde a possibilidade de vestir a camisa da Seleção Argentina, pois é regra da Federação que nenhum jogador que jogue fora do país possa vestir a camisa da Seleção. Assim a Federação Italiana ao perde tempo e decide de convocar ele para a própria seleção, pois Angelillo tinha passaporte italiano, graças às suas origens. Mesma coisa aconteceu para os outros dois argentinos que, junto de Angelillo foram chamados "o trio dos anjos da cara suja", por ver eles vestirem a camisa de outra seleção, e consideraram uma traição. Os três juntos foram o ponto de força da Argentina na Copa América do 57, tanto que a equipe era a favorita para a Copa do Mundo de 1958, porém, sem os três, a Argentina fracassou, sendo eliminada logo no começo. Os outros dois daquele grande trio eram: Humberto Maschio e Omar Sivori.
Todavia as partidas jogadas por Angelillo vestindo a camisa "azzurra" foram somente duas. Depois da sua estréia em amistoso contra a Áustria, no 10 de Dezembro do 1960, a Nápoles, onde a Itália sofreu uma derrota por 2 a 1, Angelillo joga só outra partida, contra Israel, e ele realiza o seu primeiro e único gol com a camisa da seleção italiana. A partida termina com o placar de 6 a 0. Era uma partida de classificação para o Mundial do Chile em 1962, que, porém Angelillo não foi convocado.
Ele se deu melhor jogando no campeonato, que mesmo não conseguindo vencer algum titulo com a Inter, consegue se mostrar como um dos maiores artilheiros de todos os tempos, só na Inter, em 127 partidas disputadas, marca 77 gols. No 1961, porém a relação com o presidente Ângelo Moratti fica problemática quando o técnico Herrera acusa o jogador de ser farrista. Para o atacante argentino foram demais as acusas, ao ponto que decidiu deixar a Inter e se transferir para a Roma.
Saindo da Inter, veste a camisa de Roma, Milan, Genoa..
Na Roma ele permanece jogando até a temporada de 1964/65, marcando 27 gols em 106 presenças, e vencendo uma Copa Itália no 1963/64. Depois de um inicio difícil, consegue se destacar mudando de posição, como armador invés de atacante.
No verão de 1965 Angelillo foi vendido ao Milan onde já jogava Nils Liedholm. Com os "rossoneri" fica um ano só, e depois decide de terminar sua carreira jogando em clubes mais modestos.
Seu ultimo clube foi o Genoa, na serie B.
Treinador
Depois de terminar a carreira de jogador, iniciou a treinar um time juvenil: Santa Maria degli Angeli, a Assisi. Depois treina também: Montevarchi, Chieti, Campobasso, Rimini, Brescia, Reggina e Pescara e Arezzo onde consegue vencer uma histórica Copa Itália de Serie C, consegue subir de categoria e por pouco não consegue levar o time para a Serie A.
Depois, desde 1986/87 deixa Arezzo para treinar: Avellino, Palermo, Mantova e Far Rabat, time de Marrocos. Seu ultimo time como técnico foi a Sassari Torres na Serie C-2.
Atualmente
Hoje ele vive em Arezzo, que se tornou uma cidade muito importante para ele depois de ter treinado o time.
Ele também trabalha como olheiro para a Inter na América do Sul, e foi graças a ele que a Inter conseguiu contratar dois grandes ídolos da torcida de hoje: Javier Zanetti e Ivan Ramiro Cordoba.
Titulos
1 Copa América: Argentina 1957
1 Taça Europa: Roma 1960/61 1 Campeonato italiano: Milan 1967/68
1 Copa Italia: Roma 1963/64
Artilheiro do campeonato 1958/59 com a Inter, marcando 33 gols em 33 partidas, recorde absoluto permanecido até hoje.
Estatisticas
| |
Campeonato
|
Taças Européias
|
Copa Italia
|
| Ano |
Partidas |
N° Gols |
Partidas |
N° Gols |
Partidas |
N° Gols |
| 1957/1958 |
34 |
16 |
- |
- |
- |
- |
| 1958/1959 |
33 |
33 |
3 |
2 |
4 |
3 |
| 1959/1960 |
31 |
11 |
- |
- |
2 |
1 |
| 1960/1961 |
15 |
8 |
3 |
2 |
2 |
1 |
| TOTAL |
113 |
68 |
6 |
4 |
8 |
5 |
Total partidas disputadas: 127
Total gols realizados: 77
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