Mario Corso o italiano da folha morta
Armador, nascido em 25 de Agosto de 1941, a San Michele Extra.
O inicio de carreira
Inicia a jogar no time juvenil do Audace San Michele, e ali a Inter descobre ele. Parecia mais velho do que realmente era, com os sinais de calvice e o modo de correr estranho. Mas havia apenas 17 anos quando jogou pela primeira vez na serie A, um garoto, mas o publico do San Siro imaginou que fosse jà um jogador de experiencia. Todos logo puderam apreciar seu rápido toque de bola e uma grande técnica. O "ragazzo già uomo" (rapaz já homem) em tudo e por tudo. Era 23 de Novembro de 1958 quando na partida contra a Sampdoria entrou a substituir Nacka Skoglund, loiro titular e simbolo do ataque interista naquele período. Era Como-Inter, terminada com a vitoria interista por 3-0. Seu inicio de carreira foi tao positivo e convincente que a Inter decide vender o seu jogador mais importante, Skoglund, para a Sampdoria, apostando em cima do jovem Mario Corso. Ele, desde então, ficaria sendo titular do ataque interista por 14 temporadas.
A sua historia é colegada com a da "Grande Inter" de Helenio Herrera, que consegue vencer tudo e contra todos, mas Corso que com aqueles olhos parecia ser um jogador tímido, dentro do vestiário era um dos mais briguentos junto de Picchi, e as discussões com Herrera foram freqüentes.

A "folha morta"
Falando de Corso não se pode esquecer das suas cobranças de falta, chamadas de "folha morta", pois foi ele a fazer ver pela primeira vez na Itália este tipo de cobrança de faltas. A bola parecia subir terminando em cima do traversao depois de ter superado a barreira, mas improvisadamente descia acabando no angulo do gol, surpreendendo goleiro e publico. No Brasil foi Didi o primeiro a chutar desta maneira, na Itália invés foi Corso a explicar como aquele chute fosse algo como um talento natural que tivesse desde pequeno.
O seu gol mais famoso com a "folha morta" foi na partida de volta da semi-final da Taça dos Campeões de 1965. Na ida a derrota por 3-1 parecia ter tirado todas as esperanças de sucesso da Inter, mas em S.Siro foi o próprio Corso com a sua cobrança de falta a dar vigor e coragem ao time.
No final o placar é de 3-0 para a Inter, conseguindo assim chegar na final, onde iria vencer a sua segunda Taça dos Campeões.
Os problemas com a seleção
Até mesmo Pelé vendo Corso jogar se perguntou o porque um jogador como ele não era convocado para seleção. Pois a sua maior tristeza em toda a carreira foi de nunca ter sido titular da seleção italiana. Apesar que, iniciou a jogar na seleção 1961 jogando muito bem na derrota contra a Inglaterra, em um amistoso. Depois ele joga consecutivamente quatro partidas de titular como ponta esquerda na seleção do técnico Ferrari. Mas no final preferiu convocar Menichelli e ele não foi para a Copa do Chile em 1962. Volta para a seleção com o novo técnico Fabbri, que porém não gosta muito de Corso. Convocado, fica quase sempre no banco de reservas, entrando a substituir apenas durante partidas amistosas. A relação com Fabbri é de muita tensão entre os dois, até quando com o técnico da seleção nas arquibancadas, Corso realiza um grandíssimo gol e invés de exultar manda o técnico "para aquele país" com um gesto clamoroso. Para ele foi como se fechassem definitivamente as portas da seleção após aquele gesto, que definitivamente iria se concluir com suas duas ultimas participações sobre chamada do técnico Valcareggi, quase seis anos mais tarde. Era 1971 e Corso entra para substituir Sandro Mazzola no final de uma partida contra a Suécia. Como titular da seleção disputou 23 partidas marcando 6 gols. Mas nunca conseguiu ser decisivo na seleção assim como era com a camisa da Inter.
O apelido de pé esquerdo de Deus
Teve o apelido de "Piede sinistro di Dio" (pé esquerdo de Deus) ou também de "Mandrake". O primeiro apelido, quem lhe deu foi o treinador de Israel que depois de uma partida contra a Itália, valida para a participação a Copa do Chile do 62, disse de "ter perdido jogando contra o pé esquerdo de Deus". A partida foi jogada em Tel Avive e terminou por 4-2, onde Corso jogou magnificamente marcando dois gols.
Uma triste lembrança
Outra lembrança triste foi a final de Taça dos Campeões do 1972 contra o Ajax. "Um time imenso e forte demais para a gente, mas teria sido mais bonito jogar com o time de Herrera. Tagnin marcando Cruyff teria siado um espetáculo dentro do espetáculo", assim lembra Corso daquela partida em uma entrevista recente.
O adeus a Inter e o triste final de carreira
Chega o momento de dizer adeus para a Inter, indo jogar no Genoa, que está construindo um time de grandes ambições. Seu ultimo jogo na Inter foi em 17 de Junho de 1973, em um Inter-Juventus, terminado em 1-1. No Genoa já está um jovem e fortíssimo atacante, Roberto Pruzzo, mas servem novos jogadores no ataque e na defesa com uma certa experiencia. O time porém não consegue alcançar os objetivos esperados e pelo contrário, acontece o desastre de ser rebaixados para a serie B. No ano seguinte uma gravíssima contusão obrigam Corso a deixar de jogar futebol. Para ele talvez a melhor decisão, vendo que era iniciado o período de declino.
O que faz hoje
Corso vira assim um treinador de sucesso e depois um observador da Inter. Mesmo que jogadores como aqueles dos seus anos nao se acham mais, ele diz: "Agora os jogadores preferem correr, antigamente quando eu jogava era a bola que tinha de correr". Jogadores como ele não se viram mais e as "folhas mortas" são de uma estação que nunca mais voltou no futebol italiano.
TÍTULOS
4 Campeonatos Italianos: 1962/1963, 1964/1965, 1965/1966, 1970/1971 2 Copa dos Campeões: 1963/1964, 1964/1965 2 Copas Intercontinentais: 1964, 1965
Estatisticas
| |
Campeonato |
Copas Européias |
Copa Italia
|
| Ano |
N° Partidas |
Gols Feitos |
N° Partidas |
Gols Feitos |
N° Partidas |
Gols Feitos |
| 1957/1958 |
- |
- |
- |
- |
1 |
1 |
| 1958/1959 |
18 |
4 |
1 |
- |
4 |
1 |
| 1959/1960 |
31 |
7 |
- |
- |
1 |
3 |
| 1960/1961 |
31 |
10 |
5 |
3 |
3 |
1 |
| 1961/1962 |
30 |
9 |
2 |
- |
- |
- |
| 1962/1963 |
30 |
8 |
- |
- |
1 |
- |
| 1963/1964 |
29 |
6 |
5 |
2 |
- |
- |
| 1964/1965 |
30 |
8 |
8 |
3 |
2 |
- |
| 1965/1966 |
30 |
3 |
6 |
1 |
- |
- |
| 1966/1967 |
32 |
4 |
9 |
1 |
- |
- |
| 1967/1968 |
24 |
2 |
- |
- |
7 |
1 |
| 1968/1969 |
27 |
4 |
- |
- |
- |
- |
| 1969/1970 |
23 |
2 |
8 |
- |
5 |
1 |
| 1970/1971 |
29 |
3 |
2 |
- |
1 |
- |
| 1971/1972 |
29 |
2 |
2 |
- |
9 |
1 |
| 1972/1973 |
21 |
3 |
- |
- |
6 |
- |
| TOTAIS |
414 |
75 |
48 |
10 |
40 |
9 |
Total partidas jogadas: 502 Gols marcados: 92
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